Síntese dos principais pontos debatidos no Grupo de Trabalho R3
Neste texto damos conta dos principais pontos que têm sido debatidos nas reuniões periódicas do Grupo R3 – Riscos Reduzidos em Rede, que é constituído por 11 equipas de Redução de Riscos da zona Norte de Portugal. Do início de 2005 até Janeiro de 2007 o grupo realizou 9 reuniões, havendo uma presença média de sete equipas por reunião. Os encontros têm decorrido rotativamente nas sedes das equipas, promovendo-se deste modo o conhecimento mútuo mais aprofundado de cada uma.
Os temas principais que foram discutidos foram os seguintes:
Elaboração de um documento a enviar ao presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência em que se dava conta da situação actual das Equipas de Redução de Riscos, identificando vários problemas e dificuldades ligados tanto à intervenção no terreno como à ligação destas equipas às estruturas que aprovam e financiam os projectos de intervenção.
Na reunião do dia 8 de Abril de 2005, realizada durante o seminário Redução de Riscos a Três Dimensões – RR3D, organizado no Porto pela Equipa GIRUGaia, esteve presente o Thierry Charlois, que é um dos responsáveis do projecto Technoplus, pioneiro da Redução de Riscos nos contextos festivos, transmitindo a sua experiência nesta área, falando no historial deste tipo de intervenção.
Em Maio de 2005 fez-se uma discussão em torno da definição do conceito de Redução de Riscos, procurando consciencializar quais as marcas mais características desta política de saúde e discutindo os princípios gerais que a suportam.
Divulgou-se a conferência Latino Americana sobre toxicodependências, um dos principais encontros internacionais na área da Redução de Riscos a realizar em Barcelona no Verão de 2005, discutindo formas de apoio à deslocação de alguns dos técnicos a este evento.
Uma das reuniões foi dedicada à discussão do perfil do técnico de Redução de Riscos, utilizando a metodologia de discussão em pequeno grupo, seguida de debate no grande grupo.
O tema de discussão dos financiamentos das equipas de Redução de Riscos e os hiatos verificados entre a data limite dos projectos e a sua reaprovação tem sido um tema constantemente debatido em várias reuniões. Decide-se, por isso, dar conta desta preocupação numa audiência solicitada ao presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência e que viria a ser realizada em Setembro de 2005. Nesta reunião, informámos o Dr. João Goulão da actividade do grupo R3, tendo sido estimulados a fazer-lhe chegar os nossos debates e reflexões.
Foi realizada uma discussão sobre o papel da Redução de Riscos no conjunto das estratégias de intervenção no fenómeno droga. Esta discussão visa elaborar um documento a enviar ao IDT, representando o contributo do R3 para a reflexão acerca do Plano Estratégico 2005/2008, que se encontrava em fase de elaboração.
Em Setembro de 2006 inicia-se o blog Rabiscos sobre Redução de Riscos, que pretende ser um instrumento de comunicação entre as equipas e também com todo e qualquer interessado na temática das drogas e em particular, da Redução de Riscos.
Em Outubro de 2006 decidiu-se elaborar um poster e uma comunicação para apresentar no 2º seminário RR3D, a realizar em Dezembro de 2006, no espaço cultural Maus Hábitos, definindo-se o grupo de trabalho para essas tarefas.
A partir de Janeiro de 2007 em cada reunião há uma equipa encarregada de expor em pormenor o seu trabalho, as características da zona em que intervém e da população alvo, serviços prestados, etc. Em Março de 2007 realizar-se-á a CLAT Virtual, tendo sido decidido pelo grupo R3 apresentar uma comunicação, bem como divulgar esta iniciativa em Portugal.
Ainda na reunião de Janeiro de 2007 foi levantada a questão da violência policial sobre toxicodependentes de rua. Foi consensual entre as várias equipas que estes episódios ocorriam nas áreas em que elas intervêm, tendo-se decidido fazer um grupo de trabalho para elaborar um guião para recolha de informações a este respeito, que deverão servir para incentivar uma atitude preventiva deste tipo de ocorrências junto das autoridades policiais.
Um outro grupo de trabalho ficou encarregue de elaborar um guião que uniformizasse entre as várias equipas do R3 uma recolha sistemática de informação de terreno, cujo objectivo é a produção de conhecimento a partir da intervenção.

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